ORIKI ÒGÚN

Ògún Alakaye,

osin imolé Lógemo orun,

yankan nire

Olu ife ti nsa mariwo

Mariwo laso Ògún Onigbajamo

Okunrin Ògún, a tó polówó Ògún Olólá ti nso omo elomirà di olólá

Sebi eni kó rólá Ògún gba

Ni o reyançwa bo baba Egbe leyin eni won da lóró

Ògún gbé mi o

A se egbe fun eni to wun

Koriko eti odo ti ‘nrú minimini

O já bi iji lójó tó buró

Se égbe fun emi omo re o

Ògún pélé o

Òrìṣà to ba so limpe ti Ògún ko to nkan Yoo je tire ni gberefu

Oba onire ti won mo lokunrin Ògún

Sebi, bi ko si onire

A ko le ye ona

A ko le de oko

A ko le gbin, a ko le ká

Ògún lo ni oko, se oun naa lo ni ounje Bi kosi oníré, a ko le jeran

Pelé o awo olúmokin Ire Meje nire, meje lÒgún

Ola meje nibe lowo onire Ògún alagbéde

Ògún İkola

Ògún Onigbájámo

Ògún Gbénágbéná

Ògún Onire

Ògún Alapáta

Ògún İsówó (Ode) Onire aláda meji

fi okan sile

Fi okan ye onȧ

Ogbe leyin osisé, gbé léyin olódodo

O so ohun kan soso digba Erù Ògún ma nba mi o

A mú alákayé wodo Óla omi sí ogboogba

Irúnmale bi Ògún ko si laye, iwe,

Baba tani, to omi wo lai mo

Kábántóri wipe ki o la omi, Adá meji ti nbe lowo baba,

Adaàrà ni

A pé sin, okunrin borojo

Okunrin Ògún, gögòrò Ófi gbogbo ojo aye şişé

Eni da omo re, Ara iyen a ku bi òdi àdá

Mo ki o, mo yin o

Ògún sim, mo sim

Baba mi, o fi gbogbo odé nólá

Atótó arere, Ògún ye e

Mo juba pété owo

Mo juba pété esc

Mo júbà à ti rin omo awo Ògún alakaye ólú ode, mo riba

Ki nto bó sóde

Emi lomo o jagun, omo rokoroko

Ko igba ola wa sile Ògún lakúko to ke nire

Ti won lo gbóhun re lótù ife

Kabiyesi baba mi Kekerénke Ògún ye e

Alaya merindilògún ni baba mi Awon mejo a maa se ti jije

Awon mejo a maa télé baba re oju Ògún

Baba mi jagun o je oníre

Omo re osówúsi lo je oba won nile Ketu

Óluna ola a gbe eni bi ori eni

A gbe eni ju oko riro lo Gbe mi, ki o gbe gbogbo ara mi

Ògún onire lo ni ajá, oun la pa aja fun Onire lo ni ėje

A tun wa pade Ògún nibi ija

Um pade Ògún nibi iti

A pade re nibi à…

Ti gbogbo omo ará ayé ‘npé sin Odede ile ko gba Ògún

Ita ile ko gba Ògún

Yará ko gba Ògún

Aláká ayé, osin imole

Won gbe olimokin si ita gbangba Ògún fi ikálé bode

Bo ti nse iránlówó ara ile Be naa ni nṣe ti ara oko

Se oluranlowo mio,

Ki o lànà ko mi

Ebora ti nsan máriwo ope O ni aso nile fimo bora

O ni omi nile fi eje we Ma je nri ijàmbá re o

Eran awun ni Ògún nje

Awo olumoki eyan oka ni nje Oun naa ni je èkuru.

Tradução (português)

Ògún, presente em todo o planeta, nobre entre as divindades.

Ó poderoso, que veio do Orun, Ó protetor da cidade de Ire.

Ó rei, de Ifé que se veste com mariwo.

Mariwo é a roupa predileta de Ògún.

Onigbajamo.

O homem da guerra, grande o suficiente para anunciá-la.

Ó próspero, generoso, que faz o ser nascer próspero.

Somente aquele que não recebeu a bênção de Ògún Deixaria de oferecer-lhe feijão torrado. Você, que apoia o injustiçado.

Ògún, me apoie.

Você que apoia aquele por quem nutre simpatia.

Você, que como a planta da beira do rio, germina com vitalidade.

Você, que no dia da dificuldade vem como vendaval para nos aliviar.

Abençoe e proteja a mim, seu filho Oh!

Ògún, eu o saúdo!

Qualquer Orixá que não levar as coisas de Ògún a sério, certamente comerá seu inhame sem cozinhar.

Ó rei de Ire, conhecido como o homem da guerra.

Sim! sem Onire Não se pode abrir o caminho, não se pode pescar, não se pode plantar nem colher.

A enxada pertence a Ògún, e a comida também.

Sem Ògún não se pode comer carne. Saudação a você, ó guerreiro de Ire.

São sete as formas de se viver em Ire, e sete formas de ser de Ògún.

São sete as riquezas na mão do rei de Ire.

Ògún é ferreiro, Ògún é quem faz as marcas faciais, Ògún é guerreiro, ensina a guerrear,

Ògún é escultor e artista, Ògún é rei de Ire,Ògún ensina a sacrificar o animal para a sobrevivência humana, Ògún é caçador, ensina o homem a caçar.

Ògún, o rei de Ire, o senhor de dois facões, Que deixa um guardado em casa, e com o outro abre os caminhos.

Ele apoia e protege o trabalhador, defende o honesto E transforma um único objeto em duzentos.

Eu temo o poder de Ògún, eu o respeito muito, Ògún. Levamos Ògún para dentro do rio

E ele, com o poder de seu facão, partiu o rio em duas partes iguais. Não há no planeta nenhuma divindade igual a Ògún.

Ninguém se atreveria a lançar-se no rio sem saber nadar, quanto mais parti-lo em dois.

Os dois facões que estão sob o poder de Ògún São facões mágicos.

Ó venerável e belo, que todos se reúnem para venerar, Ó homem da guerra, ó homem alto!

Ele, que usa todo seu tempo para trabalhar! Aquele que deseja fazer mal ao filho de Ògún terá vida inválida. Eu o saúdo, eu o louvo!

Ògún é vida, eu tenho vida.

Meu pai, que em todos os cantos de sua casa tem prosperidade.

Atoto Arere! Ògún é vida!

Eu saúdo as palmas das mãos!

Saúdo as plantas dos pés!

Saúdo os movimentos dos seres sagrados!

Ògún, famoso e presente em todo canto da terra, Caçador Primordial, eu o saúdo antes de iniciar qualquer ato.

Sou o filho do guerreiro, sou filho daquele que

transforma a terra

E que ao voltar para casa retorna com prosperidade.

Ògún muito firme e forte, quando fala em Ira

Sua voz é ouvida em Ife.

Oh! meu pai, Vossa Majestade. Kekenreke!

Ògún é vida!

Meu pai é homem de dezesseis esposas.

Oito delas preparam a comida, e as outras oito o acompanham nas expedições de caça e guerra.

Meu pai guerreou, conquistou a cidade de Ire e assim tornou-se Onire.

Seu filho Oxossi conquistou a cidade de Ketu e assim tornou-se Alaketu. Ele é o generoso que abre o caminho da riqueza ao homem e o apoia, como seu Ori. Que atrai mais sorte ao homem do que qualquer outro trabalho.

Apoia-me! E apoia toda minha família!

Ògún Onire é dono do cão e a ele foi ofertado. Onire é Senhor do sangue.

Fomos à procura de Ògún, e o encontramos no local da guerra.

Encontramos Ògún no local de intriga.

Encontramos Ògún no local onde havia rios de sangue (na batalha). O sangue que provoca sede como se fosse água.

Ògún, O espaço de fora de casa também é pequeno para acomodá-lo.

O quarto de dentro de casa é pequeno para acomodá-lo.

Ògún, cuja força e símbolo estão espalhados pelo universo.

Ó nobre, entre as divindades,

Ó guerreiro, que foi colocado no espaço fora de casa, e que aparece em todos os cantos da casa. Da mesma forma que ajuda os que o veneram, ajuda os que não o veneram.

Oh! Seja meu benfeitor!

E abra os caminhos para mim!!

Ó venerável, que se veste de mariwo!

Você que tem roupa em casa, mas prefere se vestir de mariwo,

Você que tem água em casa e prefere se banhar com sangue,

Proteja-me para que eu nunca veja sua ira.

Ògún se alimenta também da tartaruga.

Ó venerável, Olumoki se alimenta de milho torrado. Ele se alimenta também de ekuru.

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