Aula 1 – A Água, a Folha e a Pedra

“Certamente que encontrar a essência do Òrìṣà, não é ir à África, existem várias essências no ritual de culto aos Òrìṣàs, nunca deveríamos confundir com ir até as origens…”

Ifagbaiyin Agboola.
 

Durante a iniciação de uma pessoa de Ọ̀ṣun, retiramos a água do rio que será usada nos rituais, essa é uma das várias formas de extrair a essência do Òrìṣà, assim como, quando preparamos as folhas maceradas ou calcinadas estamos extraindo também parte do conjunto necessário ao culto do Òrìṣà.

Em seu igbá, quando seguramos em nossas mãos um minério de ferro e invocamos o Òrìṣà, poderemos sentir a presença de Ògún, do mesmo modo, quando retiramos das águas do rio um belo òkúta (pedra) da cor amarelada, que não possui nenhuma rachadura obteremos também uma das essências de Ọ̀ṣun.

O branco do òkúta de formas delicadas representa certamente um dos princípios de Ọbàtálá, que associado a outras essências como: as folhas corretas, o ẹfun e o chumbo, formam um conjunto de elementos que caracteriza o início do assentamento, porém, o ọfọ̀ (encantamento sagrado) pronunciado simultaneamente com o àṣẹ de quem a pronúncia é que irá concluir o ritual.

O acerto ou o erro na escolha do sacerdote vai caracterizar o sucesso ou o fracasso de uma iniciação.

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