“Outro dia em uma conversa com um amigo que tenho grande consideração fui surpreendido por uma frase que ele me disse: “Você Ifágbaíyin é um sacerdote privilegiado, você tem uma ótima formação, a maioria dos sacerdotes não tem a sorte que você teve, você recebeu uma bela educação de àṣẹ.” Seguimos conversando e me lembrei imediatamente da mãe Stela de Ọ̀ṣọ́ọ̀sì do Opô Afonjá, que escreveu um belo livro sobre isso que tem como título: “Meu tempo é agora”, na mesma hora pensei em escrever na tentativa de contribuir para a formação de nosso povo, embora pense que na verdade isso faça parte da educação que recebemos na infância…”
Ifagbaiyin Agboola.
Sempre que estamos na presença de um mais velho escutamos mais do que falamos. Sempre que vamos nos alimentar com um mais velho, ele é servido primeiro.
Quando vamos entrar em algum lugar o mais antigo entra primeiro. Jamais um mais jovem se senta enquanto seu mais velho está de pé. Quando chegamos a uma casa de Òrìṣà saudamos os Òrìṣàs primeiro e não as pessoas.
A mulher se posiciona à esquerda do homem nos rituais. O mais velho se posiciona à esquerda do mais novo. O ìlẹ̀kẹ̀ identifica o iniciado, o fio mais longo identifica o principal Òrìṣà na feitura do awo ou olórìṣà.
Homens sempre devem cobrir suas cabeças com fìlà e mulheres jamais devem deixar o cabelo para fora do pano de cabeça. Sempre quem saúda é quem entra no ambiente. Quando vamos a uma casa de Òrìṣà levamos obì, orógbó, flores, mel, dendê etc. como presentes.
Jamais devemos dançar ou rezar para os Òrìṣàs sem tirar os sapatos. Se não queremos fazer ẹbọ ou ètùtù não devemos consultar. Se não vamos cumprir as indicações dos Òrìṣàs é preferível não consultar.
Um olórìṣà sabe sua posição na hierarquia por cargo ou por data de iniciação, um awo sabe sua posição na hierarquia pelo cargo ou pela ordem do odù de iniciação. Como já abordado em aulas anteriores citamos aqui mais algumas maneiras de como se comportar dentro de uma casa de Òrìṣà para o aprendizado de uma boa educação de àṣẹ, onde, deveríamos aprender na infância, mas, não é difícil de entender a falta de educação do nosso povo é só observamos com atenção o salário de um professor comparado a um jogador de futebol.